Caminhando...
 
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Jan 11

Na segunda-feira (dia 10 de Janeiro de 2011) tive a honra de assistir a uma leitura e diálogo sobre o texto Limiar. Estiveram presentes os actores, o encenador e uma das terapeutas. Adorei ouvi-los e o texto tocou-me profundamente. É poderosíssimo, muito bem construído e muito actual.

Na passada sexta feira resolvi ir ao Teatro da Malaposta assistir ao espectáculo e fiquei maravilhada.

No fim da actuação os actores sentaram-se no palco e conversaram com o público relativamente ao que este tinha sentido. Tal como na Universidade também aqui foi feito silêncio pois o texto é muito rico e até um choque para muitos.

 

Deixo-vos aqui partes de dois artigos, um saído no Jornal Público e outro no Jornal I:

““Que fronteiras separam a sanidade da loucura, a normalidade da anormalidade? É esta a pergunta que levanta a peça Limiar, apresentada pelo Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos, escrita pelo actor e encenador João Silva a partir de conversas e discussões de grupo com vários doentes do hospital.

  

(imagem retirada da internet)

 

Com o grupo desde a sua fundação, há 42 anos, insiste que não fala da loucura, mas "da sociedade em que vivemos". Logo nos primeiros minutos ouve-se: "O que tu pensas da loucura é o que não é. Aquilo que tu chamas de normalidade é, quem sabe, a mais completa loucura."

Segundo João Silva, o texto surgiu a partir de “fragmentos da vida ligados por um limiar daquilo que nós suportamos ou nos é permitido”.

A peça foi apresentada pela primeira vez no Teatro Nacional D. Maria II, em Novembro de 2009. A boa recepção do público levou à realização de mais quatro espectáculos no Auditório do Instituto Português da Juventude.

Posteriormente, face ao interesse suscitado pelo espectáculo e à indisponibilidade de salas para reposição, foi criado o projecto “Leituras e Diálogos com o texto Limiar”, com a leitura e discussão de excertos da peça em várias faculdades de psicologia do país.

Este é, como o nome indica, um grupo terapêutico. Há casos de depressão, esquizofrenia, doenças obsessivas, perturbações de pânico e ansiedade, predomina a doença bipolar. Só dois dos membros estão internados. Todos mostram progressos depois de algum tempo de trabalho. Ou, como dizem na peça, começam a "curar os monstros que agridem duro cá dentro de nós".

  

(imagem retirada da internet)

 

O grupo não dispõe de quaisquer apoios oficiais, recebendo apenas um subsídio do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. “Há muito pouca gente e recursos” diz João Silva.

 

Para além da direcção do encenador, os pacientes contam com o acompanhamento de duas técnicas de saúde mental, Isabel Calheiros e Liliane Viegas.

“A nossa filosofia de existência é não tratar as pessoas como doentes mentais”, afirma a terapeuta ocupacional Isabel Calheiros, que colabora com o grupo desde 1992. “Existe uma tendência para manter uma distância face a estas pessoas, mas nós procuramos estar próximos”, acrescenta.

 

(imagem retirada da internet)

 

Atenção à linha que nos separa da outra margem. É ténue o limiar entre o que é ou não loucura”, repetem várias vezes os actores ao longo da peça, reforçando a ideia de que não existem “duas normalidades iguais” e que, por isso, é importante construir novas fronteiras e pensar para além do que é considerado socialmente correcto.

 

(imagem retirada da internet)

 

Chamando a atenção para a bipolaridade da sociedade actual, onde “há cada vez mais ricos em abundância e pobres em extremo”, a peça Limiar é assim uma metáfora do real de experiências vividas. Coloca-nos na soleira do desconhecido, num desafio a cada um de nós, diferentes mas iguais.

 

 

(imagem retirada da internet)

gostei muito ter participado no limiar e ainda gosto estou ansioso de participar
e embarcar noutra jornada com o Metastasipolis vou dar no duro, não estou falando de kuduro. até que rima.
noeh a 1 de Abril de 2012 às 01:25
vou agora ver um filme do canal hollywood. chama-se invisivel. acho que vai ser fixe!! beijinhos,tem uma boa noite!!
gatinhafofa a 27 de Janeiro de 2011 às 21:38
Doce Joana,

São iniciativas como esta que nos enchem de orgulho como seres pensantes que somos...Pena é que os apoios oficiais sejam quase inexistentes... a terapia de grupo facilita a integração dos doentes no mundo dito normal, mas de facto o limiar entre o normal e o anormal é muito ténue...

Visitei o Hospital psiquiátrico, Júlio de Matos, várias vezes, e o que me foi dado constatar é que só o desequilibrio dos que dirigem, pode manter aquele estado de vida,a tantos que sofrem de problemas mentais...

Beijinhos doces
Margarida
MIGUXA a 19 de Janeiro de 2011 às 23:57
Olá Margarida!

Os apoios são mesmo muito poucos e este teatro faz um trabalho fantástico com os doentes.

Se quiseres conhecer um pouco mais deste teatro deixo-te aqui o link: http://sites.google.com/site/grupoteatroterapeutico/Home
Eles vão actuar novamente em Março no teatro de Almada. Vale mesmo a pena assistir!

Beijinho grande e amigo
Caminhando... a 27 de Janeiro de 2011 às 21:27
Sempre muito interessante o que escreves e dá que pensar... realmente o que será normal, para uns não será para outros.
Beijinhos Joana
Rosinda
Rosinda a 19 de Janeiro de 2011 às 22:02
Olá Rosinda!

Esta peça é mesmo muito, muito boa.

Beijinhos para ti
Caminhando... a 27 de Janeiro de 2011 às 21:24
olá amiga!! não sei se te poderei chamar amiga,pois é a primeira vez que aqui venho. olha faz-me um favor. eu tenho um sorteio no meu blogue http://coisinhassobresaude.blogs.sapo.pt vai lá ver e por favor eu te peço: divulga o passatempo no teu blogue mesmo que não queiras participar. eu agradecia-te que o divulgasses. beijinhos,tem uma boa tarde!!
gatinhafofa a 19 de Janeiro de 2011 às 13:55
Olá!

Que o desafio corra bem : )

Bjos
huum amiga se apenas contar com estas duas participações vai ser facil sortear uma ou a outra. basta sortear com uma moeda. se for cara vai para uma. se for coroa vai para a outra. eheheh..... beijinhos!!
gatinhafofa a 27 de Janeiro de 2011 às 21:36
São necessárias iniciativas como esta para dar conhecimento e informação sobre as pessoas com doença psiquiátrica, tão esquecidas e postas de parte pela nossa sociedade.
Bjns
cuidandodemim a 19 de Janeiro de 2011 às 12:37
Olá!

É mesmo. Este teatro tem muito valor. Na Universidade e depois no teatro, tive hipotese de falar com os actores e saí de lá com um sorriso no rosto.A peça de teatro ensina-nos muito e conversar com os actores/terapeutas/encenador foi extremamente enriquecedor.

Beijinhos para ti
Caminhando... a 27 de Janeiro de 2011 às 21:23
Que bela iniciativa e tu soubeste com palavras e óptimas fotos transcrever na perfeição o propósito desse grupo.
Fiquei a pensar em duas frases:
"É ténue o limiar do que é ou não loucura" e "que fronteiras separam a sanidade da loucura, a normalidade da anormalidade"
O que escreves é sempre motivo de reflexão.
Adorei!

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 19 de Janeiro de 2011 às 10:52
Olá Manu!

Que bom que gostaste.
Gostei mesmo muito de assitir a esta peça e falar um pouco com estas pessoas.
São precisamente nessas duas frases que o teatro se centra.
Eles vão apresentar esta peça novamente em Março no teatro de Almada. Deixo-te aqui o link para se quiseres conhecer um pouco mais:
http://sites.google.com/site/grupoteatroterapeutico/Home

Muito Obrigada e um grande beijinho!
Caminhando... a 27 de Janeiro de 2011 às 21:19
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