Caminhando...
 
26
Abr 11

 (imagem retirada da internet)

 

Hoje, depois de ter restabelecido os níveis de vitamina D, enquanto esperava pelo comboio para voltar para casa o meu olhar cruza-se com o de uma senhora, e por causa de uma coisa muito simples, começamos a falar. Pelo que deduzi esta linda senhora teria cerca de 70 anos. Começámos a falar enquanto esperávamos o comboio e quando este apareceu, a senhora de sorriso no rosto diz-me: “Podemos continuar a conversa lá dentro”. E assim foi, durante a viagem tivemos uma conversa muito boa sobre diversos assuntos: desde a liberdade que antes era extremamente reduzida e que hoje é excessiva, aos laços de amizade e amor que antes se criavam e que hoje não se valorizam.

A senhora falou-me um pouco de si e quis saber também um pouco de mim. Trocámos ideias e sobretudo a de que é importante que deixemos que a vida nos toque e que a vivamos realmente não deixando que os dias passem por nós e sejam vazios.

Chegadas ao destino fiz questão de a acompanhar até à saída e despedimo-nos trocando desejos de felizes dias. Pediu-me um beijinho que com todo o gosto dei, e a última frase que me disse foi: “Lembre-se sempre do bom que é gostar de pessoas e da sorte que temos em poder viver a vida!”

Nunca vou esquecer isto, bem como este encontro casual tão saboroso.

 

Que bons são todos os encontros semelhantes a este; aqueles que temos com pessoas que já têm um lugar no nosso coração e depois estes que sucedem por meio das redes sociais. Neste mundo virtual tive/tenho a sorte de encontrar pessoas boas e muito bem formadas e estabelecer laços de genuína amizade que em alguns casos até passam para o lado de cá do ecrã.

Estou virada para o lado do mimo, por isso, deixo aqui um sincero obrigado por todos os sorrisos que me proporcionam, pelo que me ensinam e por todo o carinho que aqui existe.

24
Out 10

(imagem retirada da internet)
 

Nestes dias, tive conhecimento das obras do escritor brasileiro José Mauro de Vasconcelos. Procurei cá por casa e comecei por ler o “Doidão”.

Há uns dias acabei de ler o “Veleiro de Cristal” e emocionei-me e derreti.

Citando o resumo presente no livro:

 “Esta é uma história que se dirige aos leitores que sabem que existe alguma coisa além do quotidiano, que o mundo também pode abrigar o sonho, o maravilhoso, o diferente.

O menino Edu é um personagem que faz pensar e emociona, porque a sua imaginação é ágil e povoa o seu mundo de seres extraordinários que acabam por ter vida própria, aquela vida que está além do que os olhos vêem.

(…) A bordo do Veleiro de Cristal, nave brilhante que existe dentro de todos nós, é possível compreender melhor o que está ao nosso redor e perceber o que fica além, nos limites ambíguos do real e do irreal. Para o menino Edu, a companhia de amigos dedicados, alegres e brilhantes como o velho tigre de bronze, ou a sábia coruja Mintaka.”

 

Fiz imensas marcações no livro e, uma delas foi esta conversa entre o menino Edu e o seu amigo o tigre de bronze:

“ – Eu estava a pensar numa coisa enquanto me contavas a tua história. A diferença entre nós, as feras e os homens.

– Porquê?

–Nós somos mais rígidos e mais lógicos em certas coisas. Quando nasce uma cria defeituosa nós destruímo-la sem que ela sofra. Abreviamos cedo o grande sofrimento que ela teria de suportar mais tarde.

– Correcto. Mas eu não gostaria de ter perdido toda esta beleza da vida que os meus olhos me trouxeram até hoje. Apesar de tudo a vida é uma verdadeira beleza.”

 

Outra foi este diálogo novamente entre os dois, que aconteceu antes da operação de Edu:

  “ – É duro dizer adeus.
(…)

– Sabes de uma coisa, Edu? Um dia eu prometo que irei buscar-te para uma viagem linda. E o veleiro será diferente porque poderá até voar.

– Falas a sério?
– Por que mentir a um amigo?

– Não é porque estás com pena de mim? Com pena porque vou fazer esta operação?

  Nada disso. Estou a falar porque sou teu amigo e mesmo longe vou estar sempre a pedir À Vida por ti...
– Ela está a caminho” (a tia Anna). “Adeus Gabriel.

– Adeus, meu filho que a ternura faça ninho no teu coração.
– E a viagem?
– Está prometida. Espera com todas as esperanças e fé na alma.

– Adeus, Gabriel.

– Adeus”

 

No fim, Edu acaba por falecer e despede-se da tia dizendo:

“ – Anna, por favor abra a janela que eu quero ver a noite. Na noite está o meu veleiro de cristal à espera para partir. Adeus.”

 

É mesmo um livro muitíssimo bonito e que nos toca. Um livro a reler!

 

 

Nota: Para quem o quiser ler, encontrei o livro online aqui!

publicado por Caminhando... às 17:47
05
Ago 10

 

 

Recentemente vi o filme "Hachiko: A dog's story". É uma história tocante, baseada em factos reais que partilho de seguida:

 

" Em 1924, Hachiko foi trazido para Tóquio pelo seu dono, Hidesaburo Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. Este, que sempre fora um amante de cães, nomeou-o Hachi (diminutivo de Hachiko) e encheu-o de amor e carinho. Hachiko acompanhava Ueno desde a porta de casa até à não distante estação de comboios de Shibuya, retornando para encontrá-lo no final do dia.

A rotina continuou até Maio do ano seguinte, quando numa tarde o professor não chegou no comboio como de costume. Ueno sofrera um AVC na Universidade.

 

A história diz que na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado, e passou a noite deitado ao lado do seu dono, recusando-se a ceder.

 

Depois da morte do dono, familiares do professor quiseram levar o cão para viver consigo, acabando este por fugir várias vezes.

Depois de por diversas vezes Hachiko ter voltado à casa onde foi desde cedo criado, começou a ir todos os dias à estação de comboios onde durante 1 ano e quatro meses sempre esperou o dono. Tal como sempre, sentava-se à espera que o dono voltasse para casa, fazendo isso dia após dia, ano após ano, durante 9 anos. 

 

  

Estátua de Hachiko em Shibuya

 

Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze foi erguida no lugar onde Hachi esperava pelo dono com um poema gravado e um cartaz intitulado "Linhas para um cão leal".

 

(imagem retirada da internet)

 

"A sua devoção à memória do seu dono impressionou o povo japonês e tornou-se modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar as crianças."

 

 

Informação retirada da internet

publicado por Caminhando... às 21:58
07
Fev 10

(by tristinalyana)

 (imagem retirada da internet) 

  

Na passada sexta feira, estava no meu compromisso matinal e vejo a dirigir-se para mim um casal de aproximadamente 60 anos. Ao atende-los, depois dos habituais e educados cumprimentos, a senhora muito sorridente diz-me que os livros que levava eram um presente do marido para o dia dos Namorados.

Ao arrumarmos as coisas, vejo a senhora a falar com o marido com muita ternura. Este, com um belíssimo sentido de humor, notei que tinha os movimentos um pouco limitados daí que, precisou de ajuda para conseguir levar as coisas.

Ao pagar as compras, a senhora diz ao marido que este tem de lhe escrever uma dedicatória nos livros. Mesmo dizendo que não gostava de escrever, o senhor sorri e lá diz que sim.

Depois de já estarem prontos para ir embora, a senhora suspira e diz-me que, todos os dias agora valem ouro e, talvez de forma egoísta, queira aproveitar todos os momentos que tem a dois, de modo a construir mais e mais memórias. Sempre o considerou mas, mais especialmente agora pois tinha sido diagnosticado há um ano, Alzheimer ao marido.

Já com os olhos rasos de água, a senhora comenta que a vida é realmente muito breve e incerta e que apenas lhe restava juntar aos 40 anos juntos, mais memórias e bons momentos, enquanto o marido a reconhece, bem como tornar os seus dias o mais digno e especial possível.

Ao despedirem-se mim, foram-se embora de braço dado, sendo que, a senhora nunca tirou o sorriso do rosto.

 

Esta história deixou em mim um misto de sentires. Primeiro, de compaixão para com ambos, depois ternura e admiração pelo facto da senhora, com todos os motivos para se deixar ir abaixo, não o fez. O seu objectivo principal é aproveitar a companhia do marido enquanto este mentalmente está cá, fazendo questão de o fazer com um imenso sorriso no rosto.

Admiro de sobremaneira estas pessoas que, mesmo sabendo o que gradualmente irá suceder, conseguem focar-se e viver o mais intensamente possível, o Agora.

 

É com estas situações que, surge uma redobrada vontade de abraçar, beijar, valorizar e aproveitar a estadia e presença dos nossos. Que não deixemos de o fazer diariamente!  

21
Dez 09

(imagem retirada da internet)

 

O que mais desejo é que o muito falado "espírito natalício", que engloba sentimentos nobres como o altruísmo, amizade, amor, solidariedade, fraternidade e paz, não dure apenas um, mas sim todos os dias do ano!

 

Um Feliz Natal para todos vós!

 

04
Dez 09

(imagem retirada da internet)

 

“You can run but you cannot hide
This is widely known
And what you plan to do with your foolish pride
When you're all by yourself alone
Once you tell somebody the way that you feel
You can feel it beginning to ease
I think it's true what they say about the squeaky wheel
Always getting the grease.

(…)

Better to shower the people you love with love
Show them the way that you feel
Things are gonna be just fine if you only will

(…)
You'll feel better right away
Don't take much to do
Sell you pride
They say in every life
They say the rain must fall
Just like pouring rain
Make it rain
Love, love, love is sunshine.
Make it rain
Everybody, everybody
Shower the people you love with love”

 

(parte da letra da música em reprodução)

publicado por Caminhando... às 22:10
música: James Taylor - Shower the people
26
Nov 09

(imagem retirada da internet)

 

Há uns dias, foi-me dito por alguém por quem tenho grande estima e consideração que aos Amigos (já considerados família) não se agradece.

Esta frase foi-me dita, depois de eu ter agradecido, o facto de me ter sido dado o amparo do seu ombro, quando precisei.

Embora entenda o que quis ser dito com isto, considero que por muita proximidade que se tenha com alguém, o agradecimento faz sempre falta quando é dado um pouco de coração (amor, afecto, atenção.)

O “Obrigado” significa que a atitude que tomaram connosco, nos soube bem, nos fez sentir melhores e mais alegres.

É no fundo um sinal de reconhecimento e apreço por algo que nos fez alguma diferença. Por algo que nos tocou.

 

Considero que o “Obrigado” não deve ser somente feito pela ocorrência imediata de algo, tal como, quando recebemos um presente, nos desejam boas festas, etc, pois acredito que o agradecimento mais sincero, é o que é feito diariamente, mais por atitudes do que pela simples palavra que é dita.

Um "Obrigado" devemos a quem constantemente nos mima, dá atenção, está sempre disponível para nós e no fundo, a quem nos tem verdadeiro Amor e Respeito.

E tanta forma há de o fazer. Seja mimando com bjos de bom dia e boa noite. Seja deixando um bilhetinho de manhã ao pé da máquina do café ou colado no frigorífico, a dizer: “Que tenhas um Excelente dia. Gosto muito de ti.” Seja oferecendo uma flor, ou algo que seja, fora das datas festivas. Oferecer simplesmente pelo prazer de o fazer, e não apenas porque “tem de ser, e fica bem-fazer”.

 

Um "Obrigado" sabe sempre bem a quem o recebe, a quem sobretudo o MERECE.

Ao agradecer, não se está dar a pessoa que nos fez bem, por garantida. Está-se sim, a aumentar/solidificar e mostrar o apreço e amor que se tem por ela.

Ao dar por garantido e ao não agradecer, as boas acções e atitudes que têm para connosco, faz com que a gratidão comece a estagnar, fazendo assim com que não seja dado o devido valor a quem o merece pois, o que é dado começa a ser (mesmo que inconscientemente) desvalorizado.

 

Para terminar: Agradeço e continuarei a faze-lo, dando um pouco de coração a quem também mo dá.

Tal como disse Marcel Proust: “Devemos agradecer às pessoas que nos fazem felizes... São elas os jardineiros encantadores que fazem as nossas almas florescerem.”

15
Nov 09

(imagem retirada da internet)

 

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos; que se comova 
quando chamado de amigo
; que saiba conversar de coisas 
simples, de orvalho, de grandes chuvas e de 
recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para se contar o 
que se viu de belo ou de triste durante o dia, dos anseios e 
das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças de chuva, de caminhos 
molhados, de beira de estrada, do mato depois da chuva e 
de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que 
diga que vale a pena viver, não porque a vida 
é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar, para não se viver 
debruçado no passado em busca de memórias queridas.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro,
sorrindo ou chorando, mas que nos 
chame de amigo.

Precisa-se de um amigo que creia em nós.
Precisa-se de um 
amigo para se ter consciência de que ainda se vive.”
 
   

Não conhecia este lindíssimo poema de Vinícius de Moraes que fiquei a adorar e, por ser grandinho, dividi em duas partes.

Acredito que, para se ter um verdadeiro amigo, basta sê-lo. Ser amigo é ter vontade de aprender a descobrir o que há de melhor em nós.

 

Para finalizar: "Sozinhos vamos mais depressa, a dois vamos mais longe"
13
Nov 09

 

(imagem retirada da internet)

 

"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento,
basta ter coração. Precisa saber falar e saber calar; sobretudo,  
saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada,  
de pássaros, do sol, da lua, do canto dos 
ventos e do murmúrio das brisas.  

Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta 
de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a 
dor que todos os passantes levam. Deve guardar 
segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem mesmo é imprescindível 
que seja de segunda mão; pode já ter sido enganado (todos os 
amigos são enganados). Não é preciso que seja puro, nem 
que seja de todo impuro, mas, não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perde-lo; no caso de assim não ser, deve 
sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias 
humanas; o seu principal objectivo deve ser de ser amigo;  
deve sentir pena das pessoas tristes e compreender 
o imenso vazio dos solitários.

 

Vinícius de Moraes 

11
Nov 09

 

(imagem retirada da internet)

 

Muitos são aqueles que precisam de ajuda. Muitas são as pessoas que querem ajudar. Havendo por isso, muitas tentativas e maneiras de o fazer.

 

Nucha, uma recente amiga, demonstra ser  uma pessoa altruísta e solidária e, o seu blog revela isso mesmo. Muitas são as iniciativas que apoia e divulga no seu espaço: Três chávenas de chá. Vale a pena visita-lo!

______________________________________________________________

 

Tive conhecimento, através deste blog que a União Zoófila tem uma nova campanha.

“ A União Zoófila tem agora uma linha de valor acrescentado para onde pode ligar para contribuir imediatamente para apoiar financeiramente. A chamada tem um valor de 0.60 € + IVA.”

 

 

Este é um dos panfletos para divulgação, que pode ser feita enviando por e-mail, seja imprimindo e colando em locais públicos.   Pode ver os outros panfletos Aqui.

 

Neste blog  também, é possivel ter conhecimento de muitos animais que precisam de uma casa e especialmente muito mimo. Havendo também algumas dicas para tratar da melhor maneira, ternuras felinas.

 

Para ajudar não é preciso muito. Basta haver vontade e compaixão.

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