Caminhando...
 
26
Abr 11

 (imagem retirada da internet)

 

Hoje, depois de ter restabelecido os níveis de vitamina D, enquanto esperava pelo comboio para voltar para casa o meu olhar cruza-se com o de uma senhora, e por causa de uma coisa muito simples, começamos a falar. Pelo que deduzi esta linda senhora teria cerca de 70 anos. Começámos a falar enquanto esperávamos o comboio e quando este apareceu, a senhora de sorriso no rosto diz-me: “Podemos continuar a conversa lá dentro”. E assim foi, durante a viagem tivemos uma conversa muito boa sobre diversos assuntos: desde a liberdade que antes era extremamente reduzida e que hoje é excessiva, aos laços de amizade e amor que antes se criavam e que hoje não se valorizam.

A senhora falou-me um pouco de si e quis saber também um pouco de mim. Trocámos ideias e sobretudo a de que é importante que deixemos que a vida nos toque e que a vivamos realmente não deixando que os dias passem por nós e sejam vazios.

Chegadas ao destino fiz questão de a acompanhar até à saída e despedimo-nos trocando desejos de felizes dias. Pediu-me um beijinho que com todo o gosto dei, e a última frase que me disse foi: “Lembre-se sempre do bom que é gostar de pessoas e da sorte que temos em poder viver a vida!”

Nunca vou esquecer isto, bem como este encontro casual tão saboroso.

 

Que bons são todos os encontros semelhantes a este; aqueles que temos com pessoas que já têm um lugar no nosso coração e depois estes que sucedem por meio das redes sociais. Neste mundo virtual tive/tenho a sorte de encontrar pessoas boas e muito bem formadas e estabelecer laços de genuína amizade que em alguns casos até passam para o lado de cá do ecrã.

Estou virada para o lado do mimo, por isso, deixo aqui um sincero obrigado por todos os sorrisos que me proporcionam, pelo que me ensinam e por todo o carinho que aqui existe.

10
Out 10

Vi hoje esta noticia e não quis deixar de a partilhar!
 
Boa semana!
publicado por Caminhando... às 22:19
09
Ago 10

 

 (imagens retiradas da internet)

 

Muitas vezes é mais fácil amar do que ser amado. Temos dificuldade em aceitar a ajuda e apoio dos outros. A nossa tentativa de parecer-mos independentes não permite que o próximo tenha oportunidade de nos demonstrar o seu amor. Muitos pais, na velhice, roubam aos filhos a oportunidade de eles lhes darem o mesmo carinho e apoio que receberam quando crianças. Muitos maridos (ou esposas), quando são atingidos por certos raios do destino, sentem-se envergonhados por dependerem do outro. E, com isto, as águas do amor não se espalham. É preciso aceitar o gesto de amor do próximo. É preciso permitir que alguém nos ajude, nos apoie, nos dê forças para continuar. Se aceitarmos esse amor com pureza e humildade, perceberemos que o Amor não é dar ou receber, é participar.”

 

Do livro “Maktub”

18
Mar 10

 

(imagem retirada da internet)

 

“Somos seres preocupados em agir, fazer, resolver, providenciar. Estamos sempre a tentar planear uma coisa, concluir outra, descobrir uma terceira. Não há nada de errado nisso – afinal de contas, é assim que construímos e modificamos o mundo*. Mas o acto da Adoração faz parte da experiencia da vida. Parar de vez em quando, sair de si mesmo, permanecer em silêncio diante do Universo. Ajoelhar-se com o corpo e a alma. Sem pedir, sem pensar, sem mesmo agradecer por nada. Apenas viver o amor calado que nos envolve.
Nesses momentos, algumas lágrimas inesperadas – que não são nem de alegria nem de tristeza – podem jorrar. Não se surpreenda. Isso é um dom. Essas lágrimas estão a lavar a sua alma.”
Paulo Coelho in “Maktub”
 
*Nesta busca, por vezes os limites são postos de lado e, o objectivo é sempre mais e mais e mais, chegando depois uma altura em que, se começa a sentir um grande deficit pois, grande é o cansaço e pouco é o conforto e alegria no coração.
Esta busca intensa, leva-nos tantas vezes a esquecer o mais importante que é, o Aproveitar e Usufruir de cada conquista. A questão da quantidade vs qualidade tantas vezes é posta em causa sendo que, ainda muitos acreditam que mais, significa melhor. Será?
A busca incessante por vezes cega-nos e faz com que nos esqueçamos de fazer algo que enche e de que forma o coração, que é a contemplação. Tão bom e necessário que é parar um pouco e ver o que está à nossa volta: O céu azul, o arco-íris, um familiar/amigo a sorrir, os raios de sol, o volver do mar, as árvores a dançar com o soprar do vento. Se quisermos, tanto que podemos Adorar.
Qual será o gozo de aqui estar e não viver? Existem responsabilidades, deveres e obrigações mas, nada nos impede de “viver o amor calado que nos envolve”. Nada nos impede de abrir os braços e envolver este mundo que nos recebeu!
Julgo que, a busca incessante poderia continuar mas, com o principal objectivo de experienciar, aproveitar, cheirar, abraçar, dar, envolver o máximo que conseguirmos e tivermos vontade. Importante é, acredito eu, estar aqui com o principal objectivo de darmos o melhor de nós e confortar e alegrar o nosso e os corações dos que nos rodeiam. Agindo assim, chegaremos ao fim e partiremos seguramente em paz, de coração cheio e com o sentimento de “Missão Cumprida”.
19
Fev 10

 

 

"In the end, the love you take is equal to the love you make"

 

(imagem e frase encontradas na internet)

publicado por Caminhando... às 16:16
07
Fev 10

(by tristinalyana)

 (imagem retirada da internet) 

  

Na passada sexta feira, estava no meu compromisso matinal e vejo a dirigir-se para mim um casal de aproximadamente 60 anos. Ao atende-los, depois dos habituais e educados cumprimentos, a senhora muito sorridente diz-me que os livros que levava eram um presente do marido para o dia dos Namorados.

Ao arrumarmos as coisas, vejo a senhora a falar com o marido com muita ternura. Este, com um belíssimo sentido de humor, notei que tinha os movimentos um pouco limitados daí que, precisou de ajuda para conseguir levar as coisas.

Ao pagar as compras, a senhora diz ao marido que este tem de lhe escrever uma dedicatória nos livros. Mesmo dizendo que não gostava de escrever, o senhor sorri e lá diz que sim.

Depois de já estarem prontos para ir embora, a senhora suspira e diz-me que, todos os dias agora valem ouro e, talvez de forma egoísta, queira aproveitar todos os momentos que tem a dois, de modo a construir mais e mais memórias. Sempre o considerou mas, mais especialmente agora pois tinha sido diagnosticado há um ano, Alzheimer ao marido.

Já com os olhos rasos de água, a senhora comenta que a vida é realmente muito breve e incerta e que apenas lhe restava juntar aos 40 anos juntos, mais memórias e bons momentos, enquanto o marido a reconhece, bem como tornar os seus dias o mais digno e especial possível.

Ao despedirem-se mim, foram-se embora de braço dado, sendo que, a senhora nunca tirou o sorriso do rosto.

 

Esta história deixou em mim um misto de sentires. Primeiro, de compaixão para com ambos, depois ternura e admiração pelo facto da senhora, com todos os motivos para se deixar ir abaixo, não o fez. O seu objectivo principal é aproveitar a companhia do marido enquanto este mentalmente está cá, fazendo questão de o fazer com um imenso sorriso no rosto.

Admiro de sobremaneira estas pessoas que, mesmo sabendo o que gradualmente irá suceder, conseguem focar-se e viver o mais intensamente possível, o Agora.

 

É com estas situações que, surge uma redobrada vontade de abraçar, beijar, valorizar e aproveitar a estadia e presença dos nossos. Que não deixemos de o fazer diariamente!  

21
Dez 09

(imagem retirada da internet)

 

O que mais desejo é que o muito falado "espírito natalício", que engloba sentimentos nobres como o altruísmo, amizade, amor, solidariedade, fraternidade e paz, não dure apenas um, mas sim todos os dias do ano!

 

Um Feliz Natal para todos vós!

 

04
Dez 09

(imagem retirada da internet)

 

“You can run but you cannot hide
This is widely known
And what you plan to do with your foolish pride
When you're all by yourself alone
Once you tell somebody the way that you feel
You can feel it beginning to ease
I think it's true what they say about the squeaky wheel
Always getting the grease.

(…)

Better to shower the people you love with love
Show them the way that you feel
Things are gonna be just fine if you only will

(…)
You'll feel better right away
Don't take much to do
Sell you pride
They say in every life
They say the rain must fall
Just like pouring rain
Make it rain
Love, love, love is sunshine.
Make it rain
Everybody, everybody
Shower the people you love with love”

 

(parte da letra da música em reprodução)

publicado por Caminhando... às 22:10
música: James Taylor - Shower the people
26
Nov 09

(imagem retirada da internet)

 

Há uns dias, foi-me dito por alguém por quem tenho grande estima e consideração que aos Amigos (já considerados família) não se agradece.

Esta frase foi-me dita, depois de eu ter agradecido, o facto de me ter sido dado o amparo do seu ombro, quando precisei.

Embora entenda o que quis ser dito com isto, considero que por muita proximidade que se tenha com alguém, o agradecimento faz sempre falta quando é dado um pouco de coração (amor, afecto, atenção.)

O “Obrigado” significa que a atitude que tomaram connosco, nos soube bem, nos fez sentir melhores e mais alegres.

É no fundo um sinal de reconhecimento e apreço por algo que nos fez alguma diferença. Por algo que nos tocou.

 

Considero que o “Obrigado” não deve ser somente feito pela ocorrência imediata de algo, tal como, quando recebemos um presente, nos desejam boas festas, etc, pois acredito que o agradecimento mais sincero, é o que é feito diariamente, mais por atitudes do que pela simples palavra que é dita.

Um "Obrigado" devemos a quem constantemente nos mima, dá atenção, está sempre disponível para nós e no fundo, a quem nos tem verdadeiro Amor e Respeito.

E tanta forma há de o fazer. Seja mimando com bjos de bom dia e boa noite. Seja deixando um bilhetinho de manhã ao pé da máquina do café ou colado no frigorífico, a dizer: “Que tenhas um Excelente dia. Gosto muito de ti.” Seja oferecendo uma flor, ou algo que seja, fora das datas festivas. Oferecer simplesmente pelo prazer de o fazer, e não apenas porque “tem de ser, e fica bem-fazer”.

 

Um "Obrigado" sabe sempre bem a quem o recebe, a quem sobretudo o MERECE.

Ao agradecer, não se está dar a pessoa que nos fez bem, por garantida. Está-se sim, a aumentar/solidificar e mostrar o apreço e amor que se tem por ela.

Ao dar por garantido e ao não agradecer, as boas acções e atitudes que têm para connosco, faz com que a gratidão comece a estagnar, fazendo assim com que não seja dado o devido valor a quem o merece pois, o que é dado começa a ser (mesmo que inconscientemente) desvalorizado.

 

Para terminar: Agradeço e continuarei a faze-lo, dando um pouco de coração a quem também mo dá.

Tal como disse Marcel Proust: “Devemos agradecer às pessoas que nos fazem felizes... São elas os jardineiros encantadores que fazem as nossas almas florescerem.”

15
Nov 09

(imagem retirada da internet)

 

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos; que se comova 
quando chamado de amigo
; que saiba conversar de coisas 
simples, de orvalho, de grandes chuvas e de 
recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para se contar o 
que se viu de belo ou de triste durante o dia, dos anseios e 
das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças de chuva, de caminhos 
molhados, de beira de estrada, do mato depois da chuva e 
de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que 
diga que vale a pena viver, não porque a vida 
é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar, para não se viver 
debruçado no passado em busca de memórias queridas.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro,
sorrindo ou chorando, mas que nos 
chame de amigo.

Precisa-se de um amigo que creia em nós.
Precisa-se de um 
amigo para se ter consciência de que ainda se vive.”
 
   

Não conhecia este lindíssimo poema de Vinícius de Moraes que fiquei a adorar e, por ser grandinho, dividi em duas partes.

Acredito que, para se ter um verdadeiro amigo, basta sê-lo. Ser amigo é ter vontade de aprender a descobrir o que há de melhor em nós.

 

Para finalizar: "Sozinhos vamos mais depressa, a dois vamos mais longe"
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