Caminhando...
 
09
Ago 10

 

 (imagens retiradas da internet)

 

Muitas vezes é mais fácil amar do que ser amado. Temos dificuldade em aceitar a ajuda e apoio dos outros. A nossa tentativa de parecer-mos independentes não permite que o próximo tenha oportunidade de nos demonstrar o seu amor. Muitos pais, na velhice, roubam aos filhos a oportunidade de eles lhes darem o mesmo carinho e apoio que receberam quando crianças. Muitos maridos (ou esposas), quando são atingidos por certos raios do destino, sentem-se envergonhados por dependerem do outro. E, com isto, as águas do amor não se espalham. É preciso aceitar o gesto de amor do próximo. É preciso permitir que alguém nos ajude, nos apoie, nos dê forças para continuar. Se aceitarmos esse amor com pureza e humildade, perceberemos que o Amor não é dar ou receber, é participar.”

 

Do livro “Maktub”

18
Mar 10

 

(imagem retirada da internet)

 

“Somos seres preocupados em agir, fazer, resolver, providenciar. Estamos sempre a tentar planear uma coisa, concluir outra, descobrir uma terceira. Não há nada de errado nisso – afinal de contas, é assim que construímos e modificamos o mundo*. Mas o acto da Adoração faz parte da experiencia da vida. Parar de vez em quando, sair de si mesmo, permanecer em silêncio diante do Universo. Ajoelhar-se com o corpo e a alma. Sem pedir, sem pensar, sem mesmo agradecer por nada. Apenas viver o amor calado que nos envolve.
Nesses momentos, algumas lágrimas inesperadas – que não são nem de alegria nem de tristeza – podem jorrar. Não se surpreenda. Isso é um dom. Essas lágrimas estão a lavar a sua alma.”
Paulo Coelho in “Maktub”
 
*Nesta busca, por vezes os limites são postos de lado e, o objectivo é sempre mais e mais e mais, chegando depois uma altura em que, se começa a sentir um grande deficit pois, grande é o cansaço e pouco é o conforto e alegria no coração.
Esta busca intensa, leva-nos tantas vezes a esquecer o mais importante que é, o Aproveitar e Usufruir de cada conquista. A questão da quantidade vs qualidade tantas vezes é posta em causa sendo que, ainda muitos acreditam que mais, significa melhor. Será?
A busca incessante por vezes cega-nos e faz com que nos esqueçamos de fazer algo que enche e de que forma o coração, que é a contemplação. Tão bom e necessário que é parar um pouco e ver o que está à nossa volta: O céu azul, o arco-íris, um familiar/amigo a sorrir, os raios de sol, o volver do mar, as árvores a dançar com o soprar do vento. Se quisermos, tanto que podemos Adorar.
Qual será o gozo de aqui estar e não viver? Existem responsabilidades, deveres e obrigações mas, nada nos impede de “viver o amor calado que nos envolve”. Nada nos impede de abrir os braços e envolver este mundo que nos recebeu!
Julgo que, a busca incessante poderia continuar mas, com o principal objectivo de experienciar, aproveitar, cheirar, abraçar, dar, envolver o máximo que conseguirmos e tivermos vontade. Importante é, acredito eu, estar aqui com o principal objectivo de darmos o melhor de nós e confortar e alegrar o nosso e os corações dos que nos rodeiam. Agindo assim, chegaremos ao fim e partiremos seguramente em paz, de coração cheio e com o sentimento de “Missão Cumprida”.
07
Ago 09

(imagem retirada da internet)

 

Nestes últimos dias, passei por uma situação que me fez, mais uma vez, reflectir relativamente à dificuldade de muitos em exteriorizar emoções e palavras.

Muitas são as palavras que, para muitos de nós, custam proferir.

Uma das que mais custa a proferir e consequentemente muito poucas vezes se ouve é o pedido de desculpas.

Para muitos, pedir desculpa é como que uma humilhação, fazendo com que até se sinta perda de dignidade…

Será assim tão complicado assumir um erro?

Será tão difícil enfrentar de frente sabendo que, fazendo-o, se evitaria o fim de algo importante, como uma amizade por exemplo?

Não é fácil pedir desculpa tendo em conta que, ao estar frente a frente com a pessoa lesada por nós, a culpa e até eventualmente a vergonha é tal, que as palavras custam a sair mas, será motivo para não tentar fazer um esforço para corrigir o que se fez…

Muitas vezes, é sentido que se deve um pedido de desculpas mas, existe uma imensa dificuldade em exteriorizar o arrependimento.

Seja o que for, deixar feridas abertas é do pior que há, tanto para o autor do erro, como para a pessoa lesada.

Por vezes, o erro até é irrisório mas, não há humildade suficiente para o assumir, fazendo assim com que, uma amizade ou uma boa relação acabe…

Ficará uma consciência tranquila sabendo que nada fez para corrigir um erro?

 

Uma pessoa ao pedir desculpa não se está a humilhar nem a perder dignidade, muito pelo contrário, está a mostrar humildade e sobretudo a assumir o que fez, tentando corrigi-lo.

publicado por Caminhando... às 18:28
música: The show must go on - Queen
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