Caminhando...
 
18
Jul 11

 

"Ninguém nasce a odiar outra pessoa pela cor da sua pele, pela sua origem ou pela sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

Nelson Mandela

 
 
25
Fev 11

 

 

“Quando Morrie estava contigo, estava mesmo contigo. Olhava para ti a direito nos olhos, e ouvia-te, como se fosses a única pessoa no mundo.

– Acredito em estar completamente presente. Isso quer dizer que devemos estar com a pessoa com quem estamos. Quando estou a falar contigo agora, Mitch, tento concentrar-me apenas naquilo que se passa entre nós. Não estou a pensar em alguma coisa que tenhamos dito na semana passada. Não estou a pensar no que vem ai na sexta-feira.

“Estou a falar contigo. Estou a pensar em ti.”

 (…) Tantas pessoas são tão absorvidas por si próprias, que os seus olhos se reviram se falarmos por mais de trinta segundos. Já têm outra coisa qualquer em mente, um amigo para telefonar, um fax para mandar. A sua atenção só acorda quando paramos de falar, altura essa em que dizem “hum, hum” ou “pois, realmente” e fingem o seu regresso ao momento.

– Parte do problema, Mitch, é que toda a gente está com muita pressa. – disse Morrie – As pessoas não encontram sentido nas suas vidas, e por isso passam o tempo a correr à sua procura. Pensam no próximo carro, na próxima casa, no próximo emprego. Depois descobrem que essas coisas são vazias, também, e continuam a correr.

Escutar alguém verdadeiramente – sem tentar vender-lhe alguma coisa, seduzi-lo, recrutá-lo, ou obter algum tipo de status em retorno – quantas vezes ainda temos disso?

 

Excerto do maravilhoso livro - As terças com Morrie, Mitch Albom

05
Set 10

(imagem retirada da internet)
 

Hoje, em muito boa companhia, fui ao cinema e antes do filme começar, passou este mini-filme que gostei muito e gostava de o partilhar convosco. Como ao incorporar o vídeo não é possível a sua visualização deixo aqui o Link

 

Tradução das palavras finais:

 

“Medo do desconhecido. Eles têm medo de novas ideias. Estão cheios de preconceitos não baseados na realidade mas, baseados no facto de se algo é novo é rejeitado de imediato porque é assustador. O que é feito em contrapartida é ficar com o que é familiar.

Para mim, as coisas mais bonitas em todo o Universo são as mais misteriosas.”

 

 

"Aquilo que se aproxima, não é a comunhão das opiniões, mas a consanguinidade dos espíritos"

 

Marcel Proust

23
Abr 10

 

 

“Se alguém se banha rapidamente, não deverás dizer: «Não se saiu bem.» Melhor será que digas: «Foi rápido de mais.» Se alguém bebe muito vinho, não deverás dizer: «É um erro.» Melhor será que digas: «Bebeu muito vinho.» Antes de teres apurado a razão que levou alguém a proceder daqueles modos, como podes tu saber, em boa verdade, se alguém procedeu bem ou mal? E só deste jeito, não correrás o risco de te pronunciar sobre situações falsas tendo-as como situações verdadeiras.”


Epicteto, in 'Manual'

 

No meu compromisso matinal, tenho a tarefa de atender o público. Neste tempo, por mim têm passado pessoas com diferentes feitios, maneiras de estar e ser, educações e estados de espírito.

Tenho tido a hipótese de atender pessoas que são uns reais doces de tão meigas e educadas que são e que fazem com que fiquemos com um sorriso tanto no rosto como no coração que dura e conforta durante bastante tempo.

Por outro lado, também atendo pessoas que, mesmo sendo tratadas com respeito e atenção, não correspondem da mesma forma, muito pelo contrário. Há situações que fazem com me sinta mesmo triste por ver um lado tão feio e frio no ser humano.

Muitas vezes são elevadas vozes e iniciadas discussões por razões infantis, parvas e insensíveis. A grande maioria das vezes estas discussões acontecem pelo simples facto de haver pessoas que não se colocam noutro lugar senão o seu.

Tanta discussão, feias palavras e elevações de voz podem ser evitadas se pura e simplesmente se tentar procurar as razões para além do que aparenta ser...

publicado por Caminhando... às 20:52
07
Fev 10

(by tristinalyana)

 (imagem retirada da internet) 

  

Na passada sexta feira, estava no meu compromisso matinal e vejo a dirigir-se para mim um casal de aproximadamente 60 anos. Ao atende-los, depois dos habituais e educados cumprimentos, a senhora muito sorridente diz-me que os livros que levava eram um presente do marido para o dia dos Namorados.

Ao arrumarmos as coisas, vejo a senhora a falar com o marido com muita ternura. Este, com um belíssimo sentido de humor, notei que tinha os movimentos um pouco limitados daí que, precisou de ajuda para conseguir levar as coisas.

Ao pagar as compras, a senhora diz ao marido que este tem de lhe escrever uma dedicatória nos livros. Mesmo dizendo que não gostava de escrever, o senhor sorri e lá diz que sim.

Depois de já estarem prontos para ir embora, a senhora suspira e diz-me que, todos os dias agora valem ouro e, talvez de forma egoísta, queira aproveitar todos os momentos que tem a dois, de modo a construir mais e mais memórias. Sempre o considerou mas, mais especialmente agora pois tinha sido diagnosticado há um ano, Alzheimer ao marido.

Já com os olhos rasos de água, a senhora comenta que a vida é realmente muito breve e incerta e que apenas lhe restava juntar aos 40 anos juntos, mais memórias e bons momentos, enquanto o marido a reconhece, bem como tornar os seus dias o mais digno e especial possível.

Ao despedirem-se mim, foram-se embora de braço dado, sendo que, a senhora nunca tirou o sorriso do rosto.

 

Esta história deixou em mim um misto de sentires. Primeiro, de compaixão para com ambos, depois ternura e admiração pelo facto da senhora, com todos os motivos para se deixar ir abaixo, não o fez. O seu objectivo principal é aproveitar a companhia do marido enquanto este mentalmente está cá, fazendo questão de o fazer com um imenso sorriso no rosto.

Admiro de sobremaneira estas pessoas que, mesmo sabendo o que gradualmente irá suceder, conseguem focar-se e viver o mais intensamente possível, o Agora.

 

É com estas situações que, surge uma redobrada vontade de abraçar, beijar, valorizar e aproveitar a estadia e presença dos nossos. Que não deixemos de o fazer diariamente!  

26
Nov 09

(imagem retirada da internet)

 

Há uns dias, foi-me dito por alguém por quem tenho grande estima e consideração que aos Amigos (já considerados família) não se agradece.

Esta frase foi-me dita, depois de eu ter agradecido, o facto de me ter sido dado o amparo do seu ombro, quando precisei.

Embora entenda o que quis ser dito com isto, considero que por muita proximidade que se tenha com alguém, o agradecimento faz sempre falta quando é dado um pouco de coração (amor, afecto, atenção.)

O “Obrigado” significa que a atitude que tomaram connosco, nos soube bem, nos fez sentir melhores e mais alegres.

É no fundo um sinal de reconhecimento e apreço por algo que nos fez alguma diferença. Por algo que nos tocou.

 

Considero que o “Obrigado” não deve ser somente feito pela ocorrência imediata de algo, tal como, quando recebemos um presente, nos desejam boas festas, etc, pois acredito que o agradecimento mais sincero, é o que é feito diariamente, mais por atitudes do que pela simples palavra que é dita.

Um "Obrigado" devemos a quem constantemente nos mima, dá atenção, está sempre disponível para nós e no fundo, a quem nos tem verdadeiro Amor e Respeito.

E tanta forma há de o fazer. Seja mimando com bjos de bom dia e boa noite. Seja deixando um bilhetinho de manhã ao pé da máquina do café ou colado no frigorífico, a dizer: “Que tenhas um Excelente dia. Gosto muito de ti.” Seja oferecendo uma flor, ou algo que seja, fora das datas festivas. Oferecer simplesmente pelo prazer de o fazer, e não apenas porque “tem de ser, e fica bem-fazer”.

 

Um "Obrigado" sabe sempre bem a quem o recebe, a quem sobretudo o MERECE.

Ao agradecer, não se está dar a pessoa que nos fez bem, por garantida. Está-se sim, a aumentar/solidificar e mostrar o apreço e amor que se tem por ela.

Ao dar por garantido e ao não agradecer, as boas acções e atitudes que têm para connosco, faz com que a gratidão comece a estagnar, fazendo assim com que não seja dado o devido valor a quem o merece pois, o que é dado começa a ser (mesmo que inconscientemente) desvalorizado.

 

Para terminar: Agradeço e continuarei a faze-lo, dando um pouco de coração a quem também mo dá.

Tal como disse Marcel Proust: “Devemos agradecer às pessoas que nos fazem felizes... São elas os jardineiros encantadores que fazem as nossas almas florescerem.”

23
Nov 09

(imagem retirada da internet)

 

Muitos são os valores que me foram incutidos, entre eles o respeito e a justiça que ao longo do meu caminho faço por preservar e manter visto que os considero essenciais para a saudável e correcta vida em sociedade.

 

Hoje, aproveitando a manhã livre, resolvi ir tratar de uns assuntos que, por falta de tempo e preguiça, foram sendo adiados.

Chegado ao local desejado, e vendo que estava gente à frente, fiquei na fila.

Minutos depois de lá ter chegado, vejo um senhor a entrar pela porta deste estabelecimento e, de forma muito rápida, a dirigir-se não para a fila, mas sim para o balcão de atendimento. Ouvindo-o a pedir o que desejava, e ao ver que nem as pessoas da fila, nem a própria funcionária diziam nada, resolvi intervir, tendo em conta que não achei o que estava a acontecer, correcto.

Saí da fila, e dirigi-me ao senhor, dizendo-lhe com muita calma que, estavam pessoas à sua frente, sendo que o mais correcto era o senhor esperar pela sua vez. Dito isto, o senhor olhando-me de alto a baixo e arregalando os olhos, diz-me isto: “É realmente incrível, esta gentinha só porque as mãezinhas e os paizinhos lhes dão tudo, menos educação, já pensam que são gente e resolvem armar-se em putos mimados exigindo coisas. Nós que pagamos as contas e lhes proporcionamos tudo, fazendo a sociedade evoluir, e eles é que querem exigir respeito”. O senhor ainda continuou a dizer mais uma serie de coisas, sendo cada vez mais incorrecto. Sendo-me impossível continuar a ouvir tal discurso, disse-lhe: “Peço-lhe que não faça juízos de valor, sem ter conhecimento absolutamente nenhum do que está a dizer. O senhor está a exigir respeito, não estando, desde que entrou aqui, a mostrar um pouco que seja dele. O facto de a pessoa estar mal disposta ou arreliada com algo, não faz com que os outros, que não têm responsabilidade nenhuma, tenham de ser prejudicados e como que responsabilizados por esse facto. Por último, o único alimento da sociedade não é apenas e só o dinheiro mas sim boas acções e justas atitudes.”

Depois de ter dito isto tudo, o meu principal problema imediato era saber se tinha sido incorrecta, ou de alguma forma injusta com o que disse, dado que respondi de forma espontânea e já muito chateada.

Ouvindo-me, o senhor pega com violência nos papéis que tinha dado à funcionária saindo do estabelecimento.

Pedi desculpa pela “cena” aos presentes e voltei para a fila, voltando depois tudo à normalidade.

 

Não consigo perceber este tipo de atitudes. Não percebo como é possível que, se exija algo, sem antes fazer e actuar segundo o que se exige.

Algo que noto ao longo do tempo, é uma imensa agressividade com que as pessoas se falam e actuam. Talvez seja do elevado ritmo de trabalho, falta de oportunidades, inúmeras injustiças, entre outras coisas mas, acredito que no meio desta azáfama em que todos andamos, existe sempre espaço para o respeito, justiça e consideração.

publicado por Caminhando... às 21:52
24
Set 09

(imagem retirada da internet)

 

Tudo tem um inicio e um fim, sendo que, não é pelo fim já estar próximo que haja lugar para o desrespeito, opinião esta, que expressei neste post.

 

Fui educada tendo, entre outros, o respeito como principal valor a ser defendido.

Toda a gente é digna de respeito, tendo obviamente que se fazer por merece-lo mas, os idosos são pessoas que são, para mim, não só dignas de respeito como de uma imensa admiração. Respeitar o idoso é valorizar a experiência de vida, o conhecimento, a sabedoria acumulada de quem viveu e aprendeu, de quem sofreu, de quem tem um passado e uma história, de quem colaborou para a construção deste mundo e de quem deu a vida a quem hoje é jovem.

Algo que imagino muito complicado é o envelhecimento. A perda de capacidades, o corpo a não acompanhar a mente sã e a noção de que, por ser idoso, já se é facilmente posto de parte pela sociedade, fazendo com que a solidão faça parte integrante dos seus dias, compreendo perfeitamente que seja dificílimo.

 

Hoje, tive mais uma prova que, envelhecer pode não ser um tormento, antes pelo contrário, pode ser feliz e digno.

Ao deslocar-me pela rua, olhei para o lado e vi um casal idoso. Os meus olhos ficaram focados neles por breves instantes e, fiquei logo com um conforto no coração. Ao olhar para eles, vi que a senhora já caminhava com uma certa dificuldade, enquanto que, o seu marido, tinha um pouco de mais facilidade. Para que não se sentisse desamparada, vi o marido a por a mão nas costas da senhora, amparando-a. Segundos depois, a senhora teve de parar devido ao cansaço ao que, a atitude do senhor foi: olhar para a esposa, e dar-lhe um beijinho na testa, como que a dizer: “Não tem problema minha querida, eu estou aqui!”

Eu com esta cena fiquei com o coração quentinho, ao ver tanta ternura entre os dois.

 

Fico muito contente ao ver situações destas e, famílias em que, é dada muita atenção e é tido muito cuidado com estas pessoas. Fico a pensar que, envelhecer pode ser saudável e rico, cheio de novas emoções e sensações.

Assim sim, dá gozo envelhecer!

publicado por Caminhando... às 22:11
22
Ago 09

Desde que ouvi esta música pela primeira vez, a letra chamou-me logo a atenção. Acho-a muitíssimo bonita pois passa uma mensagem a ser interiorizada e importante para que nunca percamos a Dignidade e o Respeito por nós.

 

(para ouvir é melhor desligar primeiro a playlist)

 

Toda ela é lindíssima mas destaco:
 

“I Believe I have inside of me
Everything that I need to live a bountiful life
With all the love alive in me
I'll stand as tall as the tallest tree
And I'm thankful for each day that I'm given
Both the easy and the hard ones I'm living
But most of all
I'm thankful for loving who I really am
I'm beautiful
Yes I'm beautiful
And I'm here.”

publicado por Caminhando... às 22:06
07
Ago 09

(imagem retirada da internet)

 

Nestes últimos dias, passei por uma situação que me fez, mais uma vez, reflectir relativamente à dificuldade de muitos em exteriorizar emoções e palavras.

Muitas são as palavras que, para muitos de nós, custam proferir.

Uma das que mais custa a proferir e consequentemente muito poucas vezes se ouve é o pedido de desculpas.

Para muitos, pedir desculpa é como que uma humilhação, fazendo com que até se sinta perda de dignidade…

Será assim tão complicado assumir um erro?

Será tão difícil enfrentar de frente sabendo que, fazendo-o, se evitaria o fim de algo importante, como uma amizade por exemplo?

Não é fácil pedir desculpa tendo em conta que, ao estar frente a frente com a pessoa lesada por nós, a culpa e até eventualmente a vergonha é tal, que as palavras custam a sair mas, será motivo para não tentar fazer um esforço para corrigir o que se fez…

Muitas vezes, é sentido que se deve um pedido de desculpas mas, existe uma imensa dificuldade em exteriorizar o arrependimento.

Seja o que for, deixar feridas abertas é do pior que há, tanto para o autor do erro, como para a pessoa lesada.

Por vezes, o erro até é irrisório mas, não há humildade suficiente para o assumir, fazendo assim com que, uma amizade ou uma boa relação acabe…

Ficará uma consciência tranquila sabendo que nada fez para corrigir um erro?

 

Uma pessoa ao pedir desculpa não se está a humilhar nem a perder dignidade, muito pelo contrário, está a mostrar humildade e sobretudo a assumir o que fez, tentando corrigi-lo.

publicado por Caminhando... às 18:28
música: The show must go on - Queen
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