Caminhando...
 
15
Dez 08

 

(imagem retirada da internet)

 

A vida é feita de momentos e por isso nem sempre é fácil encarara-la com vitalidade, energia e bom humor.

Existem momentos de tristeza, saudade, vazio… Alturas em sentimos que nada valemos e que nada merecemos. Momentos em que o nosso “eu” não é por nós valorizado. Momentos em que as forças escasseiam e nos sentimos à deriva. Alturas de tão grande ansiedade, instabilidade e angústia que acabam por surgir pensamentos irracionais.

Momentos em que o isolamento é a nossa defesa e igualmente nosso inimigo.

Alturas em que o medo de assumir o risco de enfrentar algo, é muitas vezes maior do que nós mesmos, e em que nos sentimos impotentes diante das decepções e contradições da vida. E no meio de tão grande pesar, há uma altura em que sem saber como ou de onde, surge em nós uma força que faz com que coloquemos a opção de: ficarmos parados e fugir das adversidades ou encara-las de frente, vislumbrando-as como novos desafios a serem vencidos.

Esta capacidade que o ser humano tem de resistir à adversidade, utilizando-a como  experiência importante para a conquista dos objectivos e usando-os também para crescer, chama-se: Resiliência.

Esta capacidade permite que continuemos a acreditar nos nossos sonhos e dá-nos a força necessária para ir ao encontro dos nossos objectivos.

Muitos dos nossos objectivos não são conquistados. Muitos dos nossos sonhos permanecem para toda vida como meros desejos. E diante das decepções, temos que optar entre aprender com a experiência ou abrir mão das nossas escolhas.

A Resiliência faz com que encaremos a vida com outros olhos, tirando sempre o que de melhor esta tem. Faz com que tenhamos capacidade interior suficiente para não nos deixarmos apoderar pela tristeza, fazendo com que o acto de sorrir se torne mais sentido e frequente e com que nos apercebamos que a vida tem muito valor e que temos muito valor diante dela.

É importante referir que para se atingir este “estado” não é totalmente sozinhos que o conseguimos. Pedir ajuda é prova de inteligência.

No fundo, esta força interior faz com que pensemos que mesmo quando tudo é vislumbrado em tons de cinzento, existe sempre uma hipótese, uma volta a dar. É importante também referir que cada pessoa leva o seu tempo, e que a tristeza é encarada de diferentes formas.

No meio da tristeza, existe uma altura em que temos consciência do valor que temos perante a vida, sentindo por isso que somos mais fortes que a tristeza e que podemos e conseguimos lutar contra ela.

 

publicado por Caminhando... às 17:50
sinto-me:
Olá!
Fico muito contente por ter gostado do texto e essencialmente por te-lo lido numa altura em que precisa!

Beiijnhos
Caminhando... a 23 de Agosto de 2009 às 18:35
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