Caminhando...
 
31
Jul 10

(imagem retirada da internet)
 

Durante muito tempo estiveste dentro de mim. Foste-te entranhando e fazendo com que tudo ficasse com menos cor a cada dia que passava.

Vieste e impuseste-te.

Chegou uma altura em que a tua presença me sufocava, não me deixando alcançar o objectivo da minha existência: Ser e Viver.

Consegui a pouco e pouco descolar-te de mim. Depois, durante um tempo não te quis perto, tive medo que te entranhasses de novo e que clareasses a cor que me rodeava. Pé ante pé, fui-me aproximando de ti e deixei que ficássemos lado a lado.

Bom poder agora ter a hipótese de escolher ou não a tua companhia. Fazes-me falta, mas só em alguns momentos dos meus dias.

 

Hoje, senti a tua falta e procurei-te. Dei-te a mão e lá fomos. Estivemos junto ao mar, junto do arvoredo e junto da paz.

És tu a solidão.

Em apenas momentos da minha vida a tua presença enriquece-me; em todos eles, enfraquece-me. Por isso, fica aí ao lado companheira e sempre que me fizeres falta, chamo-te e faremos com certeza boa companhia uma à outra.

 

Post luminoso Joana! Luminoso na forma como expressas o claro e o escuro da solidão, essa, também, minha grande companheira. Às vezes um vazio sem fim, uma dor, um desamparo; outras, uma paz, uma protecção, um conforto. Há tempos li que não havia solidão tão árdua como a do Verão: "Que vai fazer um solitário para um lugar de férias onde tudo é par, grupo, multidão; onde a solidão é olhada como uma dissidência ou uma descontinuidade; onde o seu portador é visto como um louco ou um lobo?"
Sós, num fim de noite... Mas depois, a luz do dia que nos preenche e restitui. Obrigada pela luz com que iluminaste o meu dia. Abraço-te com carinho
descobrirafelicidade a 1 de Agosto de 2010 às 11:37

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