Caminhando...
 
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Jul 10

(imagem retirada da internet)
 

Durante muito tempo estiveste dentro de mim. Foste-te entranhando e fazendo com que tudo ficasse com menos cor a cada dia que passava.

Vieste e impuseste-te.

Chegou uma altura em que a tua presença me sufocava, não me deixando alcançar o objectivo da minha existência: Ser e Viver.

Consegui a pouco e pouco descolar-te de mim. Depois, durante um tempo não te quis perto, tive medo que te entranhasses de novo e que clareasses a cor que me rodeava. Pé ante pé, fui-me aproximando de ti e deixei que ficássemos lado a lado.

Bom poder agora ter a hipótese de escolher ou não a tua companhia. Fazes-me falta, mas só em alguns momentos dos meus dias.

 

Hoje, senti a tua falta e procurei-te. Dei-te a mão e lá fomos. Estivemos junto ao mar, junto do arvoredo e junto da paz.

És tu a solidão.

Em apenas momentos da minha vida a tua presença enriquece-me; em todos eles, enfraquece-me. Por isso, fica aí ao lado companheira e sempre que me fizeres falta, chamo-te e faremos com certeza boa companhia uma à outra.

 

Lindíssimo post Joana.
A tua descrição é absolutamente clara e todos os que já "estiveram nesse lugar"entendem o que queres dizer.
É um sinal decrescimento interior saber estar sozinha e connosco mesmas, por escolha, claro.
A solidão escava-nos por dentro e cria espaços dentro de nós que depois pode-se preencher com tantas coisas, não é?
Uns dias é uma dádiva, outras nem tanto.
Ter a escolha é o mais importante. Como tenho dias muito preenchidos na escola com pessoas e coisas, procuro essa "amiga" nem que seja apenas uns minutos por dia ;)
Gosto da sensibilidade que emana da tua escrita.
Abraço
Marta M
Marta M a 2 de Agosto de 2010 às 15:00

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