Caminhando...
 
21
Ago 10

(…)

“Alegria sem causa, alegria animal
que nenhum mal
pode vencer.
Doido prazer
de respirar!
Volúpia de encontrar
a terra honesta sob os pés descalços.

Prazer de abandonar os gestos falsos,
prazer de regressar,
de respirar
honestamente e sem caprichos,
como as ervas e os bichos.
Alegria voluptuosa de trincar
frutos e de cheirar rosas.

Alegria brutal e primitiva
de estar viva,
feliz ou infeliz
mas bem presa à raiz.

Volúpia de sentir na minha mão,
a côdea do meu pão.
Volúpia de sentir-me ágil e forte
e de saber enfim que só a morte
é triste e sem remédio.
Prazer de renegar e de destruir  o tédio,

Esse estranho cilício,
e de entregar-me à vida como a  um vício.

Alegria!
Alegria!
Volúpia de sentir-me em cada dia
mais cansada, mais triste, mais dorida
mas cada vez mais agarrada à Vida!”

 

Fernanda de Castro, in "D'Aquém e D'Além Alma"

publicado por Caminhando... às 23:37
Minha doce Joana,

Lindo poema à Vida... ainda que com agruras, demos graças pela beleza de viver, ainda assim sorrindo...

Beijinhos doces
Margarida

MIGUXA a 22 de Agosto de 2010 às 23:22
Olá Margarida : )

Por vezes consegue ser cinzenta mas, merece que lhe vamos sorrindo e absorvendo a sua luz mesmo que por vezes não se veja.

Um beijo para ti
Caminhando... a 24 de Agosto de 2010 às 22:58
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