Caminhando...
 
27
Jan 11

(imagem retirada da internet)

 

“Um único acontecimento pode provocar a morte, basta pouco. Porém, quando se regressa à vida, quando se nasce uma segunda vez e surge o tempo escondido das recordações, o instante fatal torna-se sagrado. Primeiro, morre-se. Depois, quando para minha grande surpresa, a vida voltou a animar-se em mim, fiquei muito intrigado com o “divórcio entre a melancolia dos meus livros e a minha aptidão para a felicidade”.

A solução que nos permite reviver seria, então, uma passagem, uma lenta metamorfose, uma longa mudança de identidade? Quando se esteve morto e se regressa à vida, deixa de se saber quem se é. Tem de se descobrir e testar-se para provar que se tem o direito de viver."

 

"Resiliência - Essa inaudita capacidade de construção humana" - Boris Cyrulnik

Amiga Joana
Descobri o Boris Cyrulnik na revista Psychologies e sigo, sempre que posso, o que escreve. A resiliência é a temática que mais aborda. Na última entrevista que dele li fala da vergonha (o tema do seu último livro que me remeteu para o vídeo que me enviaste), da resiliência, das ligações... Sobretudo, associa a resiliência às ligações:
"A resiliência é um processo interactivo. Sózinho, não há resiliência possível. Se colocar alguém em isolamento total durante três semanas começa a atrofia rinoencefálica direita. Falar é uma função de estimulação cerebral neurológica. Dizer bom dia, contar disparates, é o oxigénio do espírito. A palavra tem uma função mais afectiva do que narrativa: É difícil falar com alguém sem ser afectado pelo que diz. E é importante cerebralmente, neurologicamente e emocionalmente."
A descoberta que se tem o direito de viver só pode ser feita em ligação com o outro, com quem nos quer bem. E nós queremos-te muito, minha amiga. Obrigada por existires e tanto dares às nossas vidas. Beijo grande
Teresa
descobrirafelicidade a 30 de Janeiro de 2011 às 20:08
Querida e amiga Teresa,

Estou a gostar mesmo muito de ler este livro, talvez também porque o descobri na altura ideal.
Agradeço-te pela partilha desse texto que me faz todo o sentido.
Essa descoberta já a consegui fazer e agora tenho o objectivo de a enraizar em mim.
Um intenso e imenso obrigada pelas tuas palavras e carinho e por todo o calor que me trazes ao coração.

Abraço-te com muita ternura
Caminhando... a 2 de Fevereiro de 2011 às 14:19
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