Caminhando...
 
07
Fev 11

  

 

“Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser só é possível se se aprender a ler, mas noutras dimensões que vão muito para além das meras necessidades instrumentais da leitura.

Ver, imaginar, sentir, reflectir, comunicar com os outros, recriar o próximo e o distante, saber que há outras paisagens, outros modos de viver, outras religiões, outras culturas são capacidades que se desenvolvem privilegiadamente nas experiências de leitura, na escuta de vozes que apelam para a nossa emoção, inteligência, imaginação, desde a mais tenra infância.

Oferecer às crianças e aos adolescentes essas oportunidades é cumprir os compromissos da educação para todos, é respeitar os direitos da criança, é contribuir para o desenvolvimento humano sustentável, é, em resumo, construir uma cultura da paz.

Também não há cidadania responsável, solidária e movida pelo sentido do bem comum se, desde cedo, se não viverem estas experiências que a escuta e a leitura podem revelar e que a escrita permite exprimir e interiorizar, tanto no espaço da família como de uma escola amiga.

Desde muito cedo, os valores do respeito por si, pelos outros e pelo que nos rodeia, o direito à opinião, o dever de participação na vida do grupo, a descoberta da música e da poesia, da literatura oral e escrita, do património intangível que alimenta a cultura familiar e comunitária, podem e devem ser experimentados, constituindo verdadeiros exercícios de cidadania e de estima do património.

Saber ler e gostar de ler, nesta concepção integrada, é também uma forma de realizar tudo aquilo que, no fecho do ano 2000, o ano da Cultura da Paz, jovens de todo o mundo reunidos na UNESCO, num manifesto exemplar, reclamaram aos adultos: o direito à felicidade.”

 

Maria de Lourdes Paixão

publicado por Caminhando... às 21:45
É isso mesmo, Joana! Desde pequeninos que as crianças aprendem a ter respeito por tudo e todos através dos livros. O meu netinho de 3 anos desde bem pequenininho aprendeu tudo isso através dos livros, primeiro aqueles de panos próprios para bébé; a mão colocava-os em cima da mesinha dele e contava-lhe o lá estava escrito; ele ouvia; sempre conservou os livros; hoje já manuseia os de papel, sem estragar e temos que ler para ele todos os dias e claro através das história ele vai aprendendo a imaginar, a respeitar os bichinos, as florestas e as pessoas. O diereito à saúde, à educção são direitos fundamentais e não se admite que em pleno sec.XXI ainda haja pessoas que não sabem sequer assinar o nome.. Belo post e muito importante, Joana. Um beijinho e fica bem!
Emília
comunicadoraspt@hotmail.com a 9 de Fevereiro de 2011 às 17:37
Olá amiga Emilia!

É isso mesmo. O acesso à educação não devia ser um privilégio mas um direito de todos. Esperemos que se chegue lá!
Que bom que o teu netinho já tem esse hábito e gosto!

Beijinho grande
Caminhando... a 12 de Fevereiro de 2011 às 21:57

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