Caminhando...
 
25
Fev 11

 

 

“Quando Morrie estava contigo, estava mesmo contigo. Olhava para ti a direito nos olhos, e ouvia-te, como se fosses a única pessoa no mundo.

– Acredito em estar completamente presente. Isso quer dizer que devemos estar com a pessoa com quem estamos. Quando estou a falar contigo agora, Mitch, tento concentrar-me apenas naquilo que se passa entre nós. Não estou a pensar em alguma coisa que tenhamos dito na semana passada. Não estou a pensar no que vem ai na sexta-feira.

“Estou a falar contigo. Estou a pensar em ti.”

 (…) Tantas pessoas são tão absorvidas por si próprias, que os seus olhos se reviram se falarmos por mais de trinta segundos. Já têm outra coisa qualquer em mente, um amigo para telefonar, um fax para mandar. A sua atenção só acorda quando paramos de falar, altura essa em que dizem “hum, hum” ou “pois, realmente” e fingem o seu regresso ao momento.

– Parte do problema, Mitch, é que toda a gente está com muita pressa. – disse Morrie – As pessoas não encontram sentido nas suas vidas, e por isso passam o tempo a correr à sua procura. Pensam no próximo carro, na próxima casa, no próximo emprego. Depois descobrem que essas coisas são vazias, também, e continuam a correr.

Escutar alguém verdadeiramente – sem tentar vender-lhe alguma coisa, seduzi-lo, recrutá-lo, ou obter algum tipo de status em retorno – quantas vezes ainda temos disso?

 

Excerto do maravilhoso livro - As terças com Morrie, Mitch Albom

Bom dia,

O Caminhando está em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt

Parabéns e boa continuação!

Pedro
Pedro Neves a 4 de Março de 2011 às 10:12
Olá Pedro,

Muito Obrigada pelo destaque e pelos parabéns.

Votos de boa tarde
Caminhando... a 25 de Março de 2011 às 11:14
Doce Joana,

Não é fácil encontrar alguém que nos queira "ouvir"...
Mas ouvir no sentido de dar atenção, sentir o que dizemos e que saiba aguardar o tempo necessário para que estejamos prontos a receber de volta uma opinião, um conselho, ou mesmo um profundo silêncio...

Beijinhos minha jóia
Margarida
MIGUXA a 28 de Fevereiro de 2011 às 15:54
Olá amiga Margarida,

Infelizmente é difícil encontrar alguém que nos consiga ouvir de forma totalmente profunda e atenta. Acredito que o primeiro caminho para que isso aconteça é fazer com que a nossa acção seja assim, presente e companheira.

Beijinho muito grande
Caminhando... a 25 de Março de 2011 às 11:13
Joaninha, também eu hoje falo de livros maravilhosos e só agora vi o teu post :)
Espero que estejas a ter boas leituras. Essa é, com certeza, pelo excerto que aqui colocas.
A pressa, a falta de tempo, o stress, o excesso de trabalho muitas vezes levam a que as pessoas não ouçam, não estejam presentes, não reparem nas coisas belas nem nas pessoas importantes. Há que tirar tempo para olhar em volta e dar atenção ao que realmente importa na vida. Viver o presente sem estar a pensar no passado ou no futuro...
Bjns
cuidandodemim a 28 de Fevereiro de 2011 às 13:06
Olá,

Este é realmente um livro muitíssimo bom. É um livro de que irias gostar muito! Tem grandes lições lá e palavras de grande valor.

Beijinhos para ti


Caminhando... a 25 de Março de 2011 às 11:09
Amiga Joana
O ego, a pressa, as máquinas (o medo da intimidade também, porque muitas pessoas quase se sentem melhor a usar máquinas para comunicar do que no "face a face" ), parece que tudo ajuda a dificultar, ainda mais, a escuta, a presença inteira para o outro. Porque ESTAR verdadeiramente com alguém é tão difícil...
Como diz a Emília, bela escolha de texto, Joana. Foi bom recorda-lo e lembrar que a ESCUTA verdadeira é o alicerce do relacionamento humano.
Um grande abraço e uma semana sem atchins :)
Teresa
descobrirafelicidade a 27 de Fevereiro de 2011 às 15:04
Teresa,

O contacto humano está a tornar-se cada vezes mais raro e como dizes, escutar o outro é realmente dificil mas tendo vontade e valorizando o outro da maneira que merece, facilmente o conseguimos. Acredito plenamente nisto.
Agradeço-te muito por me teres dado a conhecer este livro que é profundamente marcante.

Beijinhos e obrigada
Caminhando... a 20 de Março de 2011 às 22:08
Acontece isso muitas vezes, Joana; a ppessoa está a ouvir, mas não está a escutar-nos; escutar é mais profundo, é ouvir com o coração; é estar atento ao que a pessoa quer e precisa dizer-nos. A pressa, o desinteresse fazem com que não estejamos dispostos a escutar. Por isso muitas vezes nos dizem. " já te disse isto em tal dia..." e nós respondemos: " disseste..não me lembro". Disse, quis que escutassemos, mas nós só ouvimos e junto com o que disse ouvimos uma série de outras coisas. Um beijinho e parabéns pelo texto. Uma bela semana, amiga e espero que sempre te saibam escutar.
Emília
comunicadoraspt@hotmail.com a 27 de Fevereiro de 2011 às 12:56
Emilia,

O escutar o outro está a desaparecer. Outros valores estão-se a levantar infelizmente. Este livro é muito bom mesmo e é daqueles livros a que podemos recorrer e ajuda a que nos tornemos seres mais atentos e humanos.

Obrigada amiga Emilia e que tenhas sempre alguém a teu lado que te saiba escutar e que tu saibas igualmente escutar o outro.
Caminhando... a 20 de Março de 2011 às 22:03
Joana
...este livro, dos mais bonitos e marcantes que li, devia ser lido por tanta gente... e por mim, relido também.
Volto a ele sempre... e avida continua a escorrer-me entre os dedos, na velocidade que não consigo conter também.
Quem dera em vida aprender a parar e por em prática tanto do que acredito!
Um beijinho, Joana
e obrigada
até breve
Isabel
Isabel Maia Jácome a 27 de Fevereiro de 2011 às 00:37
Isabel, este livro é mesmo extremamente rico e marcante. Quem mo deu a conhecer foi a nossa amiga comum, Teresa Ferreira e estou-lhe muito grata. É realmente um livro a ser lido e relido inumeras vezes.
Que consiga pôr em prática tudo o que acredita e que consiga parar e "agarrar" por um pouco que seja o tempo.

Beijinho e obrigada pela sua sempre simpática visita
Caminhando... a 20 de Março de 2011 às 22:00
Ola Linda Joana

Já tenho esse livro há uns bons anos, e agora abris-te-me o apetite para o ler outra vez.

Lrmbro-me na altura ter lido uma reportagem sobre uma actriz inglesa que eu tenho uma grande simpatia, e ela estar a ler esse livro naquele momento, e só ter dito maravilhas. Fui logo compra-lo e tambem gostei muito dele.

Por um lado e muito triste o que esta a acontecer, por isso quando digo as pessoas que nao tenho conta no facebook, acham esquisito.

Uma grande beijoca para ti e um óptimo fim de semana


blogear a 26 de Fevereiro de 2011 às 23:25
Olá Carla,

Tive a sorte de ter conhecimento deste livro por uma amiga que fiz aqui neste mundo, a Teresa. É um livro maravilhoso e daqueles que faço questão de ao longo do tempo o ir lendo para nunca esquecer as lições que ele lá tem.

Grande beijinho para ti
Caminhando... a 19 de Março de 2011 às 15:02
Olá minha amiga venho deixar um beijinho doce e desejar um óptimo Domingo.
omeueudepapel a 26 de Fevereiro de 2011 às 21:38
Olá Fátima,

Obrigada. Envio também um beijinho e votos de bom domingo.
Caminhando... a 19 de Março de 2011 às 14:59
Querida Joana:
É um pouco aquele sidroma de que falava o Variações, da eterna insatisfação, do "Só estou bem aonde não estou" ou no caso, com quem não estou.
Como se aquele que esta ali, à nossa frente, ja´estivesse garantido.
E nem sempre está...
Abraço grande
E bom fim de semana
Marta M
Marta M a 26 de Fevereiro de 2011 às 18:31
Olá amiga Marta,

É isso. Muitas vezes damos alguém por garantido e não temos a noção de que nunca há que parar de investir mesmo que os laços sejam tão fortes como o sangue. Mais forte do que o sangue são os laços emocionais que se criam e esses sim permanecem e duram por longo tempo.

Abraço forte
Caminhando... a 19 de Março de 2011 às 14:58
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